Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

(Fotografia de autor desconhecido)

 

Passo quase todos os dias na tua rua. Não de propósito, entenda-se; o acaso faz-me percorrer aquele caminho com noctívaga frequência. Não evito olhar para a tua janela, nas horas mais tardias o único rectângulo de luz do prédio. Pergunto-me se por trás dos vidros amarelados, dos cortinados de tons escuros, ainda permanece tudo na mesma. Se cada objecto ainda está no mesmo sítio, onde eu os lembro da última vez que lá estive. Se lá estás. Se algo de mim ainda permanece por detrás dos vidros. Penso nisso enquanto passo, enquanto desejo em simultâneo que me vejas e que nem sonhes que por lá passei.



publicado por r. às 09:38 | ligação | comentar

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