Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

(Fotografia de autor desconhecido)

 

Vivemos por eliminação. Precisamos de respostas certas para a nossa vida - qual é o curso ideal para mim? E o trabalho? Será aquela pessoa a minha cara-metade? E aquela, será de confiança, dará uma boa amiga? Não temos em momento algum a resposta a estas perguntas. O que nos angustia sem razão: as nossas escolhas certas envolvem, ou uma sorte tão extraordinária como invulgar, ou uma longa lista de tentativas falhadas. Se não sabemos exactamente o que queremos, só podemos encontrar a resposta a partir daquilo que não queremos. É assim que, de todas as pessoas que conhecemos, algumas se tornam nossas amigas. É assim que acabamos, mais cedo ou mais tarde, por encontrar um trabalho que nos realize. E será também assim que, um dia, encontraremos a pessoa das nossas vidas. Claro que viver por eliminação tem um risco: é possível que nunca encontraremos uma resposta certa, e acabemos por viver por aproximação. Mas isso é incomparavelmente mais sensato do que a alternativa: ficar parado no tempo e no espaço, a pensar numa resposta que, por si só, nunca chegará. Até mesmo a serendipidade necessita de acção.



publicado por r. às 09:27 | ligação | comentar

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