Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

("Fire dying out"; fotografia de Rachel Nuwer, no Picasa. Todos os direitos reservados)

 

Devias saber que o rasto de destruição do amor não se esgota no momento em que se diz "acabou". Há sempre dois momentos: aquele em que duas pessoas se dissolvem perante si mesmas; e aquele em que cada uma dessas duas pessoas deixa definitivamente a memória da outra no passado. Estes dois momentos são separados por tempo, por vezes por muito tempo; e durante esse tempo vivemos entre os impulsos das rotinas que trazíamos e o vazio diante nós. A curiosidade, na sua faceta mais mórbida, impõe-se frequentemente; não conseguimos não pensar na outra pessoa, e procuramos saber dela mesmo quando já a temos como perdida. É quase sempre um impulso, mais forte do que nós: sabemos que nos magoa, como caminhar sobre um braseiro, mas não o podemos evitar.



publicado por r. às 09:03 | ligação | comentar

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