Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

 (Imagem de Richard Seaman)

 

O que se passa comigo é simples: a tua constante oscilação entre "sim", "não" e "talvez", aliada ao automatismo com que me respondes a tudo com um seco "não sei", irrita-me sobremaneira. Se juntares isso a um daqueles dias "errados", tens a resposta. Não que a resposta, essa resposta, te interesse. Eu sei que não te interessa. A única coisa que te interessa é teres a razão do teu lado. Entretanto, as nuvens aproximam-se. Vê-las a chegar? Devagar mas firmemente, em breve estarão sobre nós.



publicado por r. às 16:16 | ligação | comentar

Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

(Imagem de autor desconhecido)

 

Há dias assim, sabes? Acordamos ao som do vento, violento, nas árvores lá fora, e também nós somos incapazes de conter a fúria. Por nenhum motivo. Há apenas dias de tempestade. Dias em que o ideal é estarmos sozinhos, deixarmos o vento soprar e a chuva cair, até a tempestade se consumir a si mesma e se desvanecer. Há dias em que não podemos estar sozinhos. Há dias em que nem todas as árvores sobrevivem ao vendaval.



publicado por r. às 12:30 | ligação | comentar

Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

(Imagem de autor desconhecido)

 

Sol, árvores, água. São os elementos do locus amoenus clássico. De onde escrevo, tudo é diferente. Não há árvores. Água, apenas a que as nuvens deitam. O sol pouco aparece, e nos raros momentos em que nos visita, não aquece. São lugares diferentes, o meu locus amoenus e este onde me encontro, cheio de betão e alcatrão e luz artificial. O segredo é não voltar ao lugar onde fomos felizes. Era bom que não pensar nesse lugar fosse assim tão simples.



publicado por r. às 12:47 | ligação | comentar

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

É um nome como outro qualquer para um blogue, acho eu. Estava livre. Começo com nuvens. O Inverno segue o seu caminho, e nós com ele. Também vemos as nuvens. As nossas não são brancas, são negras como breu. Estão longe, lá longe, vemo-las no horizonte. De quando em quando, uma delas aproxima-se, faz sombra, desvanece-se. Volta ao círculo do horizonte. Por que esperam? Sei que virão, e com elas, a tempestade.



publicado por r. às 12:11 | ligação | comentar | ver comentários (1)

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