Quarta-feira, 31 de Março de 2010

(Fotografia de autor desconhecido)

 

É reconfortante saber que há coisas que permanecem imutáveis, mesmo quando todo o mundo se revolve num frenesim louco de mudança. É reconfortante saber que podem passar meses (anos?), mas que aquilo que importa entre nós - a nossa amizade, o nosso carinho, a nossa intimidade - se mantém imutável, constante como uma maré. Às vezes penso que, daqui a alguns anos, não restará muito para mim. Mas é muito bom saber que este elo que existe entre nós será uma das coisas que sobriverá a tudo.



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Terça-feira, 30 de Março de 2010

(Fotograma de The Wrestler (2008), filme de Darren Aronofsky)

 

E se sabemos que a nossa vitória vai acabar por se traduzir numa derrota, continuamos em frente ou arrepiamos caminho? Gostava muito de ter uma resposta definitiva para esta pergunta, se existem algumas respostas definitivas.



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(Fotograma de Gran Torino (2008), filme de Clint Eastwood)

 

Por vezes, as mais sinceras e espontâneas manifestações de amizade vêm de onde menos se espera, de pessoas que nunca julgaríamos capazes de tanto: por não serem emocionalmente dadas, por não terem nenhum motivo para manterem amizade connosco, ou mesmo por terem um ou mais motivos para a inimizade. Há qualquer coisa de nobre no carácter das pessoas que, a espaços, vem à superfície.



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Segunda-feira, 29 de Março de 2010

(Fotograma de Barry Lyndon (1975), filme de Stanley Kubrick)

 

Eu compreendo o erro: ninguém consegue evitar errar. Eu não compreendo a persistência no erro. Revela ignorância e teimosia. Ignorância porque mostra que houve lições que deviam ter sido aprendidas, mas não foram; teimosia porque essas lições não terão sido aprendidas mais por obstinação do que por incapacidade. Devias sabê-lo, mas ignoraste-o uma vez mais, e preferiste cometer o mesmo erro uma vez mais. Em tanto tempo e nada aprendeste sobre mim. Já eu, por outro lado, sei mais sobre ti do que gostaria, e cada vez mais.



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Domingo, 28 de Março de 2010

(Imagem de autor desconhecido)

 

Compreendemos que estamos a prazo, eu e tu, e no entanto continuamos a farsa. No fundo, estamos ambos enganados. Se não sabemos tudo ainda, um dia sabê-lo-emos. Quando for tarde de mais. Tarde de mais. Está certo. É esse o tempo de todas as epifânias.



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Sábado, 27 de Março de 2010

(Fotograma de La Double Vie de Véronique (1991), filme de Krzysztof Kieslowski)

 

Todos, a dado momento, vivemos uma vida que não nos pertence. Sabemo-lo desde o primeiro instante, e ainda assim continuamos. Alimentamos uma ilusão constante, sem conseguirmos esquecer por um segundo que seja, apesar de nos esforçarmos, que, um dia, iremos acordar no vazio. Não é a sina daqueles que sonham, mas daqueles que se recusam a ver para além do sonho.



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Sexta-feira, 26 de Março de 2010

(Imagem de autor desconhecido)

 

É estranho. Mas criar este blogue foi a melhor ideia que tive em muito tempo.



publicado por r. às 09:27 | ligação | comentar

Quinta-feira, 25 de Março de 2010

(Old Bailey; imagem de autor desconhecido)

 

É provável que muito do que aqui escrevo, e do que aqui escreverei, seja injusto. Profundamente injusto. É também provável que me venha a arrepender de várias coisas, sobretudo quando se provar que afinal, nem tudo aquilo que eu imaginava se verificou. Mas ainda não tenho a maturidade necessária para ver a imagem completa, nem sei se algum dia terei. Por isso, vou deixando aqui estas notas, peças de um puzzle que não sei se quererei ver concluído. Nem tudo o que acontece é justo, afinal.



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Quarta-feira, 24 de Março de 2010

(Fotograma de Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain (2001), de Jean Pierre Jeunet)

 

Debaixo da nossa aparência inofensiva e acomodada existe algo permanentemente pronto a saltar para fora dos limites que nos são impostos, mesmo que isso implique pagar um preço demasiado elevado. Infelizmente, esse nosso lado mais atrevido raramente se revela, ou revela-se de forma insequente. Talvez por falta de coragem, talvez por falta de consciência. A verdade é que é muito mais fácil vivermos acomodados. Eu sei-o bem.



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Terça-feira, 23 de Março de 2010

(Fotograma de Le Fabuleux Déstin D'Amélie Poulain (2001), filme de Jean Pierre Jeunet)

 

Fingir uma maturidade que não se possui é relativamente fácil. Por vezes até acontece inconscientemente. Mas não é por nos comportarmos como adultos ou por colocarmos questões pretensamente complexas que somos adultos, "maduros". Pergunto-me até se saberás que sentido fazem as tuas questões. No fundo, ser "adulto" nem se pode definir por oposição a "ser criança" (fisicamente) ou ser "infantil" (psicologicamente). Aliás, diria que a maturidade passa também por ser capaz de nunca perder o deslumbramento que nos era próprio em crianças.



publicado por r. às 12:48 | ligação | comentar | ver comentários (2)

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