Terça-feira, 25 de Maio de 2010

(Fotograma de Tystnaden (1963), filme de Ingmar Bergman)

 

Entramos na gestão dos silêncios, nas "tentativas" - chamamos-lhes assim na falta de melhor, ou de mais apropriada designação. "Tentativas" não existem: ou falamos abertamente, às claras, ou não falamos de todo. Temos porém a tendência para achar que quem nos rodeia tem o dom da omnisciência, ou que, pelo menos, tem a obrigação de o ter. De saber o que pensamos e como nos sentimos a cada momento. É verdade que também eu gostava de ter quem me entendesse sem ser necessário eu proferir uma palavra que fosse, mas isso é impossível. Se quero que me entendam tenho de me fazer entender. Culpar os outros por não verem o que é óbvio para nós poderia até ser cómico se não fosse trágico.



publicado por r. às 09:15 | ligação

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