Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

("Park bench couple 1", fotografia de Erdal Redjep, no seu blogue pessoal. Todos os direitos reservados)

 

De ti, ficam as memórias. Fica a memória de duas ou três conversas intermináveis à distância. Fica a memória das noites em que queimava tempo em deambulações erráticas, para voltar àquela praça sempre à mesma hora, todos os dias, apenas para te ver quando saísses das aulas, apenas para estar contigo durante o tempo do autocarro que ambos apanhávamos. Fica a memória em que esperámos juntos pelo teu transporte numa paragem vazia, numa cidade há muito adormecida. Era Verão e as noites eram quentes; e aqueles momentos em que a tua companhia era só minha foram a única coisa que deu algum sentido àqueles meses. Desse tempo, restam as memórias, e duas músicas que me deste a conhecer. Sei que as amizades passam, que elas são por vezes efémeras, e que isso é inevitável; mas não consigo relembrar tudo isto sem sentir um vago sabor amargo.



publicado por r. às 09:27 | ligação

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