Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010

("Hatred"; fotografia de Alex(andra) Del-Rae, no seu deviantArt. Todos os direitos reservados)

 

Não consigo compreender o ressentimento. Aquele ressentimento que dura anos a fio, que nunca se esgota. Que nunca dá lugar ao perdão ou, pelo menos, ao esquecimento. A dor não dura para sempre. A mágoa não se arrasta eternamente; ela surge num momento, cresce aos soluços, atinge a sua dimensão máxima, aquela que nos cega e sufoca, e começa a consumir-se a si mesma. E passa a desvanecer-se um bocadinho a cada dia que passa. Quase não o sentimos, mas ela vai-se desvanecendo. Até se tornar numa memória de dor, distante, quase impessoal. Como se tudo aquilo tivesse acontecido a outra pessoa, noutra vida. Não compreendo o ressentimento alimentado a partir deste ponto. Entendê-lo como inevitável parece-me ser simplesmente errado.



publicado por r. às 09:08 | ligação

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