Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

("Don't wake up, won't wake up, can't wake up, no, don't wake me up"; fotografia de Nina Vilas Boas, no flickr. Todos os direitos reservados)

 

A violência no retorno à rotina de todos os dias é inaudita. É aqui que a inutilidade do fim de ano se revela por fim. Chegados de outra realidade, acordamos para nos depararmos com as velhas rotinas, com os antigos colegas, com as mesmas tarefas. Nem os programas na televisão mudaram, ou as músicas que tocam na rádio (até na nossa própria playlist). O desfasamento é gigantesco - como se parte de nós tivesse ficado noutro lugar, mas isso não nos impedisse de acordar exactamente no mesmo sítio. Como um sonho bom, do qual acordamos para nos vermos encerrados entre as mesmas quatro paredes da noite anterior, na mais perfeita solidão.



publicado por r. às 08:56 | ligação | comentar

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